Exercer a justiça social, ambiental e pós-humana com linguagens decoloniais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18616/lendu.v10i1.10641

Resumo

O objetivo deste trabalho é articular três pesquisas distintas, inter-relacionadas, realizadas por três pesquisadoras brasileiras da Linguística Aplicada, em que questões de justiça social e ambiental e pós-humana são associadas aos estudos das linguagens. A proposta é instigar a comunidade acadêmica da área a pensar a necessidade da educação linguística que debate fragilidades e potencialidades de praxiologias sociais, ambientais e pós-humanas para atender à agenda comprometida com a sustentabilidade. As três pesquisas estão ancoradas nas teorias decoloniais de linguagem e sociedade, e enfatizam a necessidade de priorizarmos, mesmo que pelas laterais de um sistema eurocentrado de educação, temáticas que problematizem 1) o modo ocidental de existir; 2) o racismo colonialista que atravessa as produções culturais; e 3) a separabilidade cultura, objetos e natureza. Os resultados nos encorajam a desenvolver pesquisas intra-actantes problematizadoras com a área focal e outras, com vistas a expandir caminhos para praxiologias docentes de educação linguística decolonial.

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Biografia do Autor

Nara Hiroko Takaki, Universidade Federal de Mato Grosos do Sul

Possui graduação em Inglês e Português pela Universidade de São Paulo (1988), graduação em Licenciatura: Inglês e português pela Universidade de São Paulo (1989), mestrado em Letras modernas (Português e Inglês) pela Universidade de São Paulo (2004) e doutorado em Letras pela Universidade de São Paulo (2008). É professora associada da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Linguagem, interpretação, sociedade, atuando principalmente nos seguintes temas: letramentos críticos, decolonialidades, translinguagem, pós-humanismo. Líder do grupo de pesquisa Educação crítica, criativa e ética por Linguagens, Transculturalidades e Tecnologias, Sustentabilidade e Espiritualidades. Membro do GT Transculturalidade, Linguagem e Educação da ANPOLL. Membro do Projeto Nacional de Letramentos (USP). Autora de Leitura na formação de professores de inglês da rede pública: a questão da reprodução de leitura no ensino de inglês e de Letramentos na Sociedade digital: navegar é e não é preciso. Coautora de Letramentos em Terra de Paulo Freire e de Construções de sentido e letramento digital crítico na área de línguas/linguagens, de Educação crítica em línguas/linguagens em grupos de estudos, de Educação crítica de professores/as de linguagens e de Educação crítica de professore/as de linguagens (Olhares, agência e vivências). Link Orcid: http://orcid.org/0000-0001-8574-5842. Contato: narahi08@gmail.com 

Simone Batista da Silva, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Simone Batista da Silva é docente pesquisadora da UFRRJ, e atua na graduação em Letras e na pós-graduação em Letras e em Educação. Doutora em Letras, Mestre em Educação e Licenciada em Letras, fez estágio de pós-doutoramento também em Letras, na FFLCH/USP. Seus interesses de pesquisa são formação de professores de línguas, educação linguística, saberes sulglobais, relações entre linguagem, sustentabilidade e espiritualidades.  

Andréa Antonieta Cotrim Silva, Instituto Federal de São Paulo- Campus Pirituba

Graduada em Letras pela Universidade de São Paulo, possui licenciatura plena em Português, Francês e Inglês. Doutora em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês pela FFLCH- USP, estuda as implicações do cinema em sala de aula, em especial, as produções que concernem questões raciais e de gênero. Em seu mestrado, pela mesma instituição, realizou estudos sobre narrativas e identidades no cinema, multiletramentos, multimodalidade, cultura visual e letramento crítico. Tem experiência na área de Educação e formação de professores, com ênfase em Língua Inglesa para o Ensino Superior, Médio, Técnico, Tecnológico e Fundamental. Ministra aulas de Língua Estrangeira e  Cultura e Literaturas de Língua Portuguesa e Inglesa no curso de Letras do IFSP. Participa do grupo de pesquisa Novos Letramentos: Linguagem, Educação, Cultura e Tecnologia, sediado na USP.

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Publicado

2026-10-30