DUPLA PRISIONIZAÇÃO
A INSTITUIÇÃO QUE ENCARCERA ATÉ OS NÃO-CONDENADOS
DOI:
https://doi.org/10.18616/re.v7i1.8223Resumen
Este trabalho trata de uma reflexão sobre a condição humana dos agentes penitenciários que, pela grande demanda de trabalho e insalubres situações cotidianas, são condicionados ao processo de prisionização. O estudo visa entender como o serviço público de agente prisional afeta os trabalhadores no sistema carcerário e para além dele (trabalho, saúde mental, desempenho e desafios) tendo o seguinte questionamento como base: em que se assemelham os presos e os trabalhadores “não-presos” envolvidos no sistema penal ? Em linhas gerais, esta pesquisa se constitui qualitativa, utilizando revisão bibliográfica integrativa, construindo um texto reflexivo-teórico. Dentre os autores que embasaram o estudo se destacam Thompson (2002); Goffman (2015); Moreira (2020); Junior (1996) e Silva et al. (2022). Por meio desta pesquisa pode-se evidenciar muitos aspectos da prisionização e refletir como esse processo ocorre e impacta aqueles que trabalham em favor da instituição que prende. Este artigo pode auxiliar nos estudos sociais e aprofundamentos sobre o controle civilizatório, bem como, dar visibilidade aos indivíduos que aparentam invisíveis, tanto para a sociedade civil, quanto para a classe da guarda.
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