PLAc: EXPERIÊNCIA DE ENSINO E APRENDIZAGEM NA EXTENSÃO
Resumen
Resumo: O presente artigo pretende socializar reflexões sobre o ensino de língua na perspectiva do acolhimento ao migrante, por dentro de um projeto de extensão, idealizado e realizado em uma universidade do extremo sul catarinense, instituição esta que exerce um papel importante na implementação de políticas linguísticas que passam ao largo do planejamento público. A essa concepção de língua enquanto ensino, chamamos de Português como Língua de Acolhimento (PLAc). O projeto de extensão, que se tornou referência para as reflexões aqui esboçadas, atende a uma parcela de migrantes vindos de Gana, Haiti e Togo, os quais formaram um grupo de vinte e três alunos que participaram das aulas, com vistas a inseri-los em nossa sociedade, facilitando o rompimento da barreira linguística que, muitas vezes, impede-os de atingir autonomia e exercer cidadania plena nesse novo país. Neste artigo, descrevem-se as etapas de constituição no contexto do projeto de extensão, bem como as experiências advindas do processo, a saber: i) encontros de formação envolvendo alunos de graduação (professor em formação inicial) e pós-graduação em Direito, Educação, História e Letras; ii) seleção e discussão de referenciais teóricos cujas concepções foram estudadas e apropriadas para fundamentar as práticas pedagógicas; iii) reuniões semanais diagnósticas como subsídios no repensar das práticas; iv) considerações sobre a prática de ensino de língua para migrantes em condições de acolhimento.
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Citas
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