PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES CELÍACOS ATENDIDOS EM UMA CLÍNICA PRIVADA NO SUL DO BRASIL

Autores

  • Enzo Cancelier UNESC
  • Mariana Ghizi Universidade do Extremo Sul Catarinense
  • Camila Corrêa de Oliveira
  • Iolanda da Rosa Fontoura
  • Gabriele Leandro Braz

DOI:

https://doi.org/10.18616/inova.v15i3.9053

Resumo

A doença celíaca (DC) é uma patologia de caráter autoimune decorrente da produção de autoanticorpos após exposição ao glúten, tendo alta morbimortalidade em pacientes não tratados. Logo, é de suma importância conhecer o perfil clínico-epidemiológico desses pacientes para seu diagnóstico precoce. Este estudo caracterizou-se por ser observacional descritivo com coleta de dados de prontuários de 170 pacientes celíacos atendidos em uma clínica privada no sul de Santa Catarina de 2016 a 2022. Dentre os resultados, a média de idade foi de 31,45±11,10, com maior prevalência no sexo feminino (81,2%). O índice de massa corporal (IMC) de maior predominância foi eutrofia (68,9%), seguido por sobrepeso (13,5%). A história familiar de DC foi encontrada em 16,8% dos casos. A análise sorológica demonstrou positividade em 74,9% e 54,5% dos casos para anticorpos anti-tTG IgA e anti-endomísio IgA, respectivamente. Manifestações gastrointestinais estavam presentes em 94,7% dos pacientes, e 41,1% dos pacientes apresentaram manifestações extraintestinais. Assim, é possível concluir que a maior parte dos celíacos eram do sexo feminino, eutróficos e com significativa história familiar. A manifestação gastrointestinal mais prevalente foi dor abdominal, enquanto as manifestações extraintestinais com os maiores índices foram anemia, cefaleia e fadiga.
Palavras-chave: epidemiologia; doença autoimune; doença celíaca; gastroenterologia; glúten.

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Publicado

2025-02-18

Edição

Seção

Epidemiologia