SEGREGAÇÃO ESPACIAL E SEGREGAÇÃO SOCIAL: UM BREVE OLHAR SOBRE A CIDADE DE CRICIÚMA
DOI:
https://doi.org/10.18616/ta.v24i0.4364Resumo
A ocupação territorial do atual município de Criciúma iniciou-se na década
de 1880, com a chegada dos primeiros colonizadores. A descoberta do
carvão mineral, no início do século XX, acelerou o processo de urbanização
do município, a qual se consolida na segunda metade do século XX, com a
diversificação econômica. Desde então, a segregação espacial e social
apresenta-se na cidade, perpetuando-se até os dias atuais. Com o tema
baseado na análise da segregação sócio-espacial e como ela desenvolve-se
na cidade de Criciúma – SC, o artigo busca demonstrar como esse fenômeno
urbano ocorre e quais suas causas e algumas de suas consequências no
contexto histórico social do município que se desenvolveu através da
extração carbonífera da região e, consequentemente, teve sua urbanização
acelerada de forma irregular. Buscando uma metodologia quantitativa e
qualitativa através de revisão bibliográfica de autores que tratam a questão
urbana, procurou-se (re) discutir sobre as consequências atuais de todo o
processo de urbanização pelo qual o município passou ao longo do século
XX e o início do século XXI e vem transformando-se nos dias atuais. Ao
comparar as áreas de risco ambiental da cidade, áreas ocupadas
irregularmente, bairros construídos sobre rejeitos de carvão onde a classe
mais baixa reside, com a qualidade de vida dos habitantes dos bairros
nobres, centrais e verticalizados da cidade, a discrepância mostra-se visível.
Utilizando bases cartográficas e de dados do Plano Diretor participativo
(PDP), obtêm-se comparações significativas, entre alguns bairros, nos
aspectos de renda e educação.
Palavras-chave: Segregação. Urbanização. Habitação. Criciúma. Carvão
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