O "QUERO ATUAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL, MEU NOME É DAVI": A ACOLHIDA E OS DESAFIOS DO PROFESSOR DE GÊNERO MASCULINO NO CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL
DOI:
https://doi.org/10.18616/rsp.v8i1.8849Resumo
Este artigo tem como objetivo analisar a percepção de acadêmicos/a de Pedagogia, acerca da atuação de profissionais do gênero masculino na Educação Infantil. Essa temática decorre da reflexão sobre o curso de Pedagogia, que tem como predominância, o gênero feminino. A Educação Infantil já evoluiu quanto aos documentos regulatórios, mas há alguns aspectos que precisam de um olhar atento, como a entrada de professores do gênero masculino, nas creches. Os principais autores que embasam teoricamente a pesquisa, são Kramer (2005), Butler (2021), Brasil (2018), Ramos (2011), entre outros. A pesquisa se caracteriza como qualitativa, com dados coletados no campo educacional. O instrumento de coleta de dados por entrevista, com um roteiro de perguntas semiestruturadas. Os sujeitos da pesquisa foram sete (7) estudantes do curso de Pedagogia, matriculados de 1a a 8a fase. O cuidar e educar na Educação Infantil são processos inseparáveis, e não estão relacionados à gêneros. Os/as entrevistados/as, reconhecem que o gênero é uma construção social e cultural, não devendo determinar o jeito ou a capacidade de um indivíduo para trabalhar com crianças. Os estudantes se posicionaram em defesa da atuação de professores do gênero masculino na Educação Infantil e defenderam uma gestão participativa, com o envolvimento das mães e pais das crianças. Eles sugerem que a presença de professores do gênero masculino na Educação Infantil é fundamental para desafiar estereótipos de gênero e preconceitos, promovendo uma abordagem mais inclusiva. Desse modo, este trabalho busca contribuir para uma Educação Infantil mais inclusiva e igualitária, onde o cuidado e a educação são realizados sem distinção de gênero, promovendo os saberes e o ensino para as crianças.
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